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Escalada 40 anos

Escalada celebra 40 anos e Paróquia Ascensão do Senhor é uma das casas do movimento em Salvador

O Movimento Escalada celebra 40 anos de implantação em Salvador, em 2018, e desde a origem em 1970, em São Paulo, a proposta é evangelizar jovens através de outros jovens. No tempo de capital baiana, mais de 45 mil jovens participaram do encontro, que é o acesso para o movimento, que em Salvador está presente em três paróquias, uma delas a Ascensão do Senhor.

O Escalada chegou à paróquia em 2012 com a realização da 70ª Escalada de Salvador – Gêneses e os alpinistas, nome que identifica os jovens que fazem o encontro, se espalharam pelas atividades da paróquia. São atuações na liturgia, nos eventos, nos encontros e nas pastorais.

Adriano Oitaven é um dos catequistas da paróquia e foi através do Escalada que ele iniciou a caminhada cristã. Drico, como é conhecido, fez a 82ª Escalada de Salvador – Pérolas, em 2016, e até então não era batizado e não tinha feito a primeira comunhão, nem crisma. “Logo após o encontro, com muito entusiasmo nessa nova caminhada, me inscrevi na turma do Itinerário da Vida Cristã (IVC) para poder realizar esses sacramentos. Foi um ciclo de muito aprendizado”, relembra o jovem.

O convite para ser catequista veio logo depois que recebeu os sacramentos. Foi uma surpresa que não o impediu de abraçar o desafio. “Nunca tinha passado pela minha cabeça, mas aceitei o desafio porque queria, assim como meus catequistas, fazer parte da vida de jovens, que como eu, estavam buscando se aproximar de Cristo”, explica Drico, que também já trabalhou no Encontro A Ponte e em eventos como Primaverão, Receita do Padre e Forró do Bem.

O Escalada é responsável pela liturgia da missa de sábado, às 17 horas e são os jovens que proclamam as leituras, ensaiam os cantos, preparam o ofertório, enfim, animam a liturgia. A proposta de se envolver nas atividades litúrgicas começa assim que os alpinistas saem do encontro.

“Desde que entrei no Escalada e faço parte da paróquia Ascensão do Senhor, comecei a trabalhar na liturgia. Fazer as leituras das missas era algo que ninguém queria, mas entendi a importância da nossa participação. A missa, a liturgia somos nós que fazemos!”, afirma com determinação Bruna Pravatti de Oliveira Sobral, Panda, alpinista da 77ª Escalada de Salvador – ECO.

A liturgia não é a única atividade da paróquia em que a jovem está presente. Ela já serviu no Encontro A Ponte e no Primaverão. “Fazer parte da comunidade é muito importante para termos a experiência de sermos Igreja. No dia a dia da comunidade, percebemos a presença de Deus e como ainda somos chamados a viver em união como as primeiras comunidades cristãs”, destaca.

Mesmo sendo um movimento leigo, que promove ações de evangelização, de misericórdia e que atua na Arquidiocese, o Escalada, sozinho, não é suficiente para abraçar a dimensão da Igreja. São ações que caminham juntas. O Escalada pesca o jovem para viver na comunidade. Em 2016, os jovens da paróquia que participaramdo encontro do Escalada, não tinham como se preparar para o crisma, porque as aulas eram aos sábados no mesmo horário das reuniões do pós-encontro.

“Sugeri que criassem uma turma aos domingos pela manhã, então a pastoral argumentou que não havia demanda de jovens e nem catequista. Fiz uma mobilização entre os jovens que queriam o sacramento e conseguimos resolver o ‘problema’ da demanda, faltava resolver o problema da falta de catequistas. Então, veio o chamado de Deus e juntamente com Macarrão, Drico e Eugênio assumimos a turma do IVC jovens daquele ano e em outubro de 2017 foi realizada a celebração do sacramento”, recorda César Henrique Pinho, Cesinha, alpinista da 15ª Master - SIM (Serviço, Igreja e Missão), realizada em 2008.

Cesinha é dos alpinistas que apesar de não terem feito o Escalada através da paróquia Ascensão do Senhor, adotaram a paróquia como comunidade. Além de catequista e ministro extraordinário da comunhão, ele atua nos eventos da paróquia que viabilizarão a construção do Centro Comunitário Mons. José Hamilton, espaço onde as obras sociais da comunidade serão realizadas.

“O Escalada faz parte da Igreja, cantamos tanto que temos que ser Igreja sem hora marcada, então é fundamental estar envolvido no dia a dia da comunidade. Precisamos estar atentos aos sinais de Deus. Ele nos chama ao serviço. Temos que ver onde podemos utilizar nossos dons a serviço Dele. Não tem como ser alpinista, sem ser parte da nossa Igreja, sem estar a serviço da nossa Igreja, sem estar a serviço de Deus”, conclui Cesinha.

Sobre o Escalada - movimento leigo, voltado originalmente para adolescentes de 15 a 18 anos, que chegou a Arquidiocese de Salvador em 1978 e que pelo apelo missionário dos jovens soteropolitanos foi levado para mais 11 cidades da Bahia, Pernambuco e Sergipe. Hoje, o Escalada promove dois tipos de encontro, um para adolescentes e outro para jovens até 30 anos, o chamado Escalada Master. Na Ascensão do Senhor está instalado apenas o encontro para adolescentes, mas alpinistas, que fizeram o Escalada em outras paróquias estão espalhados nos serviços da comunidade.