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Presépio, tradição natalina que lembra o nascimento de Jesus


Como todos os anos, o presépio da paróquia Ascensão do Senhor já está montado. A manjedoura está à espera de Jesus Menino e o convite está feito a todos para que preparem o coração. Armar o presépio tornou-se um costume que faz parte da preparação do Natal e é uma forma de representar a história do nascimento do Salvador.

Montar um presépio em casa já é tradição entre as famílias católicas. É um gesto que ajuda a preparar a celebração do nascimento de Jesus, lembrado em cada Natal. O presépio deve ser montado no 1º domingo do Advento e desmontado no dia 6 de janeiro, data em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor.

De acordo com o pároco da Ascensão, padre Manoel Oliveira Filho, é fundamental ter o presépio na festa do Natal. “Ele nos lembra o festejado. E festa, sem festejado, não tem sentido ou alegria”, afirma.

No século XVIII, a tradição de montar o presépio, dentro das casas das famílias, se popularizou pela Europa e, logo em seguida, por outras regiões do mundo. No Brasil, os presépios chegaram com os missionários jesuítas, encarregados de evangelizar os índios e cuidar para que os europeus que viviam aqui não se entregassem por inteiro aos prazeres mundanos.

Há informações de que o padre jesuíta José de Anchieta, no início da colonização brasileira, teria moldado figuras de presépio em argila com a ajuda dos índios para incutir-lhes a tradição e também para honrar Jesus no Natal.

A tradição chegou ao Brasil no século 17. O religioso Gaspar de Santo Agostinho montou o primeiro presépio em Olinda, Pernambuco. Outros presépios começaram a ser montados no País pelos religiosos que aqui aportavam para evangelizar o Novo Mundo, especialmente os franciscanos – que encaravam a tarefa como uma devoção – e jesuítas, inspirados nos costumes da Europa.

As figuras do presépio:

Menino Jesus
É o Filho de Deus que Se fez homem, para dar sua vida pela humanidade.

Maria
É a Mãe do Menino Jesus, a escolhida para ser a mãe do Salvador. É aquela que disse ‘sim’ à vontade de Deus, e por ela a humanidade recebeu Jesus.

São José
É o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão: a de carpinteiro. São José deu ao Menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno.

Reis Magos
Gaspar, Melchior ou Belchior e Baltazar eram homens da ciência. Conheciam astronomia, medicina e matemática. Eles representam a ciência que vai até o Salvador e o reconhece como Deus. Em uma interpretação mais recentes são lembrados como um símbolo da união dos povos: Gaspar, o negro: Melchior, o branco e Baltazar, o asiático.

Pastores
Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador. Os pastores também simbolizam a humildade, pois naquele tempo a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas.

O anjo
Representa o céu que celebra o nascimento de Jesus. É o mensageiro de Deus, comunicador da Boa Notícia.

Estrela
Simboliza a luz de Deus que guia ao encontro do Salvador e orientou os Reis Magos onde estava Jesus. É a indicação do caminho que se deve percorrer para encontrar o Menino Jesus.

Os animais
Representam a natureza a serviço do homem e de Deus. No nascimento de Jesus forneceram calor ao local e simbolizam a simplicidade do local onde Jesus quis nascer.

Ouro, incenso e mirra
São os presentes que os magos oferecem ao Menino Jesus. O ouro significa a realeza; era um presente dados aos reis. O incenso significa a divindade, um presente dado aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus, os magos reconhecem que o Menino é divino. E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado será eterno.