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Santa Laura de Montoya foi escolhida a padroeira do JUC


Os jovens Universitários Cristãos escolheram o jardim da igreja, sob um lindo domingo de sol para eleger a santa que vai abençoar a turma, que é bem jovem e cheia de vontade. O sorteio não poderia ter sido diferente: através da internet. O meio mais utilizado hoje, especialmente, por quem tem menos de 20 anos. O grupo evocou o Espírito Santo com música, rezou e aí sorteou através de um site desenvolvido pela comunidade Shalom quem seria a santa regente do JUC. Todos ficaram surpresos com o resultado porque é uma santa desconhecida pelos jovens que estavam nesse encontro, mas nem por isso menos encantadora. Logo vieram a pesquisa nos celulares e a breve leitura sobre a vida e os ideais de Santa Laura de Montoya. Estava lançado o desafio para o próximo encontro, pesquisar mais a fundo e compartilhar quem é a santa que agora tem a missão de abençoar mais de perto os Jovens Universitários Cristãos.

O JUC foi criado em novembro do ano passado. É tão novinho quanto os seus primeiros idealizadores. Por enquanto são 8 jovens de mais ou menos 20 anos que começaram a se reunir todo domingo, às 10h, na Matriz Ascensão do Senhor, no CAB. No começo de fevereiro eles decidiram que precisavam de mais tempo e os encontros passaram a ser quinzenais e com 2 horas de duração. Começa às 09h e termina às 11h, coladinho com o começo da última missa do domingo na Matriz. Mas se você é um cinquentão, não desanime porque no JUC todo o mundo é muito bem-vindo, independentemente da idade. A cada encontro, duas pessoas ficam responsáveis pela organização do tema que vai ser discutido no próximo domingo e pelas dinâmicas. Tudo se resume a um grande bate-papo com momentos de oração, troca de ideias, de incertezas e de anseios, já que muitos acabaram de entrar na faculdade ou estão se formando. Então, haja dúvida e vontade de abraçar o mundo! O lugar para essa troca de sentimentos não poderia ser melhor: a igreja. Um espaço que precisa tanto de pessoas dispostas a fazerem diferente a cada dia. Uma das postagens do JUC na internet traduz esse ideal: “Bem-vindo! Somos jovens que juntamente com o nosso pároco, Pe. Mané, sentimos o desejo de ir a águas mais profundas na fé. O JUC surge com intuito de conexão, conexão entre jovens, conexão entre as diversidades dos universitários e, como essência, conexão com Deus.”

A Camilla Vieira, tem 22 anos e está no último semestre de engenharia civil. Ela faz parte da paróquia há uns 2 anos e agora tem mais um motivo para ir à igreja aos domingos. Ela participa dos rodízios de organização dos temas que eu mencionei lá em cima e também das artes e das redes sociais do JUC. Ah, ela também é catequista do grupo de crianças da igreja. Camila conta que o JUC significa rezar junto, caminhar junto, dividir os mesmos dilemas. “É uma fortaleza.”

No encontro do dia 10 de fevereiro, quando foi escolhida a santa padroeira, estavam lá as irmãs Larissa e Sandy Leite, a Camila e o Ricardo Ugas. No final eles deram as mãos e encerraram fazendo um pedido que resume bem o espírito do grupo, que eles sejam jovens de ousadia, ousadia na forma de falar, ousadia para ter coragem de tomar as decisões certas. E é válido acrescentar: ousadia de ter mais jovens com espirito JUC de ser!

Ficou curioso? Então entra no Instagram do grupo, que é bem bacana desde o perfil: @umtaldejuc. E melhor ainda, vai num encontro aos domingos. Quem sabe você se torna um jucniano!

Santa Laura de Loyola

De acordo com o site do Vaticano, a madre Laura Montoya Upequi, mestra de missão na América Latina, servidora da verdade e da luz do Evangelho, nasceu em Jericó, Antioquia, pequena povoação colombiana em 26 de maio de 1874, no lar de João da Cruz Montoya e Dolores Upegui, uma família profundamente cristã. Recebeu as águas regeneradoras do batismo quatro horas depois do seu nascimento. O sacerdote lhe deu o nome de Maria Laura de Jesus.

Aos 2 anos seu pai foi assassinado em cruenta guerra fratricida por defender a religião e a pátria. Deixou a sua esposa e seus três filhos em orfandade e dura pobreza, já que os bens foram confiscados por parte de seus inimigos. Dos lábios de sua mãe, Laura aprendeu a perdoar e a fortalecer seu caráter com sentimentos cristãos. A ideia, o conhecimento e o amor de Deus despontaram em sua alma desde tenra idade. Deus lhe permitiu conhecer em profundas experiências trinitárias que a levaram em contínua ascensão até as alturas da mística. Assim se expressa nos seus anos derradeiros: “Parecia-me que meu ser se queimava e se incendiava num amor de adoração tal, que se ia destruindo ao calor e impulso deste amor”.

Desde seus primeiros anos, sua vida foi de incompreensões e dores. Soube o que é sofrer como pobre órfã mendigando carinho entre seus mesmos familiares. Aceitando com amor o sacrifício foi dominando as dificuldades do caminho. A ação do Espírito de Deus e a leitura espiritual especialmente das Sagradas Escrituras, levaram-na pelos caminhos da oração contemplativa, penitência e o desejo de se tornar religiosa no claustro do Carmo. Tinha sede de Deus e queria ir a Ele “como projétil de canhão”.

Esta mulher admirável cresce sem estudos, pelas dificuldades de pobreza e itinerância a causa de sua orfandade, para ser mestra, chega a ser uma erudita no seu tempo, uma pedagoga conotada, formadora de gerações cristãs, grande escritora de alto vôo e saboroso estilo, mística profunda por sua experiência de oração contemplativa.

Em 1914 apoiada por D. Maximiliano Crespo, Bispo de Santa Fé de Antioquia, funda uma família religiosa: as missionárias de Maria Imaculada e Santa Catarina de Sena, obra religiosa que rompe moldes e estruturas insuficientes para levar a cabo seu ideal missionário segundo o expressa em sua autobiografia: “Necessitava mulheres intrépidas, corajosas inflamadas no amor de Deus, que pudessem assimilar sua vida à dos pobres habitantes da selva para levá-los a Deus”.

O site utilizado para a escolha da santa foi: https://comshalom.org/amigodoceu/