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Terço dos homens completa quatro anos


  • Terço dos Homens comemorou 4 anos numa missa no domingo, dia 10 de março.
  • Terço dos Homens comemorou 4 anos numa missa no domingo, dia 10 de março.

“No início eu achei que era só rezar o terço.” Foi com essa afirmação que Paulo Temporal começou a contar o que significa ser coordenador do movimento Terço dos Homens desde a sua criação na Matriz Ascensão do Senhor. Padre Manoel Filho, pároco da Matriz, celebra as missas na comunidade Alphaville, onde Paulo mora e fez o convite. Para formar o grupo, Paulo foi acompanhar o Terço dos Homens no colégio Sacramentinas e contou com o apoio deles. Foi assim que começou o primeiro encontro no dia 05 de março de 2015. Eram apenas sete homens. Hoje são 118.

As reuniões começam pontualmente às 19h30, toda segunda-feira, e duram 45 minutos. Paulo diz que é importante seguir esses horários para manter a assiduidade dos participantes. Nos encontros eles rezam o terço, intercalando com músicas, leem o Evangelho e organizam as atividades de caridade que o grupo desenvolve, mas não faz questão de divulgar. “O mais importante é exercer a caridade”. Diz Paulo. A padroeira dos Homens do Terço, como os participantes são chamados, é a Mãe Rainha Três Vezes Admirável. Toda semana um Homem leva a imagem pra casa e na segunda-feira seguinte dá o testemunho de como foram aqueles dias pertinho de Maria. Esse depoimento é voluntário, mas quase todos fazem questão de fazer. O grupo também tem várias atribuições dentro da igreja. São eles que carregam o andor nas missas e fazem a formação dos Homens quatro vezes por ano, sempre com foco Mariano. E todos fazem questão de ajudar. Paulo, que é juiz do trabalho, conta que essa participação coletiva é fundamental para o sucesso das atividades e tudo fica muito mais leve. “É uma mudança de vida. Usamos o terço como forma de conversão dos homens e suas famílias. Traz uma paz de espírito muito grande.”

Apesar dessa carinho e desse compromisso aceito há quatro anos, Paulo quer muito que algum Homem do Terço assuma a coordenação. A Arquidiocese diz que é importante haver essa troca de papeis há cada três anos. Se for assim, está mais do que na hora de haver uma mudança. Segundo Paulo, hora de criar novas lideranças. Então que novos coordenadores e Homens do Terço surjam com o mesmo espírito evangelizador que todos nós tanto precisamos.

O testemunho de fé de um outro Homem do Terço

No início de 2016, ao retornar para casa numa segunda feira de muitos problemas, numa Paralela quase parada me lembrei do chamado para o Terço dos Homens da Paróquia. Por “inércia” segui para lá. Nunca havia rezado um Terço. Fui recebido por menos de 10 homens que imediatamente me acolherem e orientaram. Achei de uma simplicidade e profundidade absoluta. De lá pra cá, conto nos dedos de uma mão as vezes que não estive presente ao Terço. Sinto Maria tocar em nossos corações. Hoje sei que aquela primeira segunda-feira não aconteceu por acaso, assim como nada de Maria é por acaso. Sou grato a Ela pelo chamado e pela oportunidade de participar deste grupo tão unido e forte e como semanalmente cantamos:

“Nas Aves Marias que aqui repetimos,
Falamos do Amor que por Ti sentimos,
Com o Terço na mão em Santas vigílias,
Rezamos unidos as nossas famílias.”

Jorge A. Meletti.

Origem Terço dos Homens
Fonte - Canção Nova

A origem do Terço dos Homens a nível mundial é desconhecida. No exterior, há notícias de tais grupos ao menos desde 1912. No Brasil, o Terço dos Homens foi fundado pelo Frei Peregrino, no dia 8 de setembro de 1936 no povoado Vila da Providência, hoje cidade de Itabi, no estado de Sergipe. No Movimento de Schoenstatt, o Terço dos Homens começou a partir da iniciativa de um pequeno grupo de homens, que rezavam o terço na rua, enquanto suas esposas participavam das reuniões. Pouco tempo depois, sob a orientação do Padre Américo Vasconcelos, salesiano, e pelo zelo de Oneida Araújo da Silva, surgiu em 5 de Março de 1997 o primeiro grupo do Terço dos Homens a nível paroquial, na capela de Nossa Senhora do Livramento, hoje transformada em Santuário Paroquial, em Jaboatão dos Guararapes (PE). Algum tempo depois, o Padre José Pontes conheceu a realidade desta paróquia, onde um grupo de homens rezava o terço. O Sacerdote achou a iniciativa interessante e experimentou-a no Santuário da Nova Evangelização, em Olinda. Foi então que o Terço dos Homens teve a sua grande valorização, integrando-se na fecundidade do Santuário e na força do Movimento da Mãe Rainha. O Padre Miguel Lencastre, falecido a 13 de janeiro de 2014, também foi um dos grandes incentivadores do Terço dos Homens. O Presbítero teve a iniciativa de criar a sigla THMR (Terço dos Homens Mãe Rainha), identificando em seus grupos as particularidades do Movimento de Schoenstatt.