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Campanha dos 500 dizimistas



  • Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar
    ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.

    2 Coríntios 9:7

A Matriz Ascensão do Senhor pretende aumentar o número de contribuições e chegar a 500 dizimistas até julho.

Manutenção, reformas, novas construções, pagamento de funcionários, luz, água, telefone, projetos missionários, material de limpeza e decoração, atividades das pastorais… tudo isso envolve a rotina de uma paróquia e como fazer tudo isso e pagar tantas contas sem ter uma grande receita mensal fixa? Essa é uma pergunta feita todos os dias por todas as pessoas que cuidam das despesas e receitas da igreja. Milagre? Não! Esforço coletivo da comunidade, que vem através da doação e do dízimo. O dízimo originalmente era um tributo que os fiéis pagavam à igreja como uma obrigação religiosa. Hoje o dízimo não é visto mais dessa forma e padre Manoel Filho, pároco da Matriz Ascensão do Senhor resume muito bem a importância e o significado atual dessa contribuição: “O cristão acredita que tudo que ele tem foi dado por Deus. Como devolver um pouco? Entregando o Dízimo na comunidade de fé onde ele está. O dízimo é um ato de gratidão a Deus."

A pastoral do dízimo na Matriz foi criada em 2011. Hoje são 16 agentes, entre eles o coordenador João Pinheiro que assumiu essa linda e difícil tarefa este ano. Pinheiro, como é mais conhecido na comunidade, tem 3 filhos, um neto, é servidor público, trabalha o dia todo e à noite cursa direito na Universidade Católica. Ele diz que consegue se dedicar a tantas atividades porque tem equilíbrio para não deixar que uma tarefa interfira na outra. Para Pinheiro, a missão dos agentes da pastoral do dizimo vai muito além de simplesmente acolher a partilha. "Os agentes são verdadeiros evangelizadores na medida em que levam aos fiéis uma mensagem de que todos são convidados a fazer a experiência de expressão de fé". Em todas as missas tem um agente para atender os atuais e futuros dizimistas. A partilha é feita através de um recibo, mas o dizimista também tem a opção de fazer depósito bancário na conta da paróquia.

Hoje a Matriz tem 350 dizimistas e o objetivo da campanha lançada em maio é chegar a 500 dizimistas até julho. O dízimo não é uma obrigação. João explica que o católico é convidado a fazer a experiência do verdadeiro encontro do homem com o Divino. É uma opção consciente de solidariedade e corresponsabilidade. "Mas não é fácil dar o primeiro passo na experiência da partilha. A conversão é um processo lento, mas gratificante.”

Um processo que veio naturalmente para a devota Claudia Temporal. Ela faz parte da comunidade da igreja do CAB há sete anos e sempre foi dizimista. Leia a seguir o relato de Claudia sobre o que significa pra ela devolver o dízimo:

“Me considero devedora de Deus por tantas maravilhas que Ele opera em minha vida, no meu casamento, no meu lar, na minha família... e reconheço que tudo o que tenho, inclusive o meu trabalho e meu salário, embora fruto do meu esforço, são obra dEle.

Assim, sinto uma alegria imensa em poder ser dizimista, como uma forma de reconhecimento pela grande misericórdia e bondade de Deus para comigo, mesmo tendo a certeza de que a PEQUENA quantia que devolvo não é suficiente para expressar como é GRANDE o meu amor e a minha gratidão por Ele.

Para além disso, na condição de cristã católica, me sinto responsável por contribuir com as necessidades materiais e de manutenção da minha igreja, bem como das pessoas mais carentes que são assistidos por ela.”

Cláudia Temporal

Paroquiana, integrante da Equipe de Batismo, Equipe de Decoração, Pastoral Litúrgica, Ministra Extraordinária da Comunhão e da Comunidade Santo Antônio.