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Missão JMJ em andamento rumo ao Panamá


  • Adriana Landeiro

Eu tinha 19 anos quando fui para a minha primeira jornada. Fui com um grupo imenso, mais de 100 pessoas. Era ali no Rio. Tão perto que a gente não podia deixar de aproveitar a oportunidade.

Lembro da quantidade de dificuldades que enfrentamos: a distância da nossa acomodação, a chuva, o frio, as multidões, o cansaço. Tinha tudo para ser uma grande frustração. Estávamos desanimados. Mas foi diante de toda essa tempestade, que pudemos desfrutar as coisas mais grandiosas que a jornada podia nos oferecer. Foi preciso mudar o olhar, enxergar o que realmente importava.

O acolhimento e a generosidade da comunidade que nos recebeu foi surreal. Vi gente trazendo roupa de casa para nos aquecer, e como se não bastasse, tirando as meias dos próprios pés pra não ficarmos com as nossas encharcadas da chuva. Vi a oração unir pessoas completamente desconhecidas. Vi Copacabana se calar para contemplar Deus. Vi pessoas do mundo todo professando a mesma fé. E isso é animador, inspirador.

Ter a certeza que não estamos sós. Ver a alegria de ser jovem e ser igreja. Se sentir parte de algo muito maior. Cantamos, dançamos, rezamos, choramos. Partilhamos medos, histórias, lágrimas e sorrisos. Foram muitos sentimentos, emoções e experiências. Valeu cada momento, cada pessoa, porque cada coisa nos ensinou muito.

5 anos depois, estou ansiando por viver uma nova jornada. As dificuldades já começaram, fazer ações pra juntar dinheiro não tem sido fácil. Lavar carro, vender comida, fazer eventos, vender rifa. Mas lembro da JMJ de 2013, foi preciso perseverar, foi preciso não se entregar ao desânimo. E se for da vontade Dele, em Janeiro estarei no Panamá, no meio de toda aquela gente, reforçando ainda mais que Cristo vive no meio de nós.

Adriana Landeiro, Movimento Escalada.

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