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Dízimo, um ato motivado pelo coração


  • Gorete Borges

O que essa palavra nos diz?

A primeira vez que refleti sobre o Dízimo, percebi que não tinha conhecimento do que era e para que servia o dízimo. Achava que era um “pagamento“ para a Igreja e que tinha de ser 10% do meu ganho. Nunca fiz correlação com devolver ou participar. Aliás, conhecia tão pouco do Dízimo que repetia o que ouvia sem nem mesmo refletir sobre o que dizia. E meu pensamento era de que a Igreja é rica não precisa de muito ...

Um dia fui convidada a devolver o Dízimo e assim comecei a fazê-lo de forma automática sem que esse ato fosse motivado pelo coração - o que me motivava a fazer a devolução era cumprir minha obrigação como cristã católica, afinal, estava numa caminhada de fé.

Passaram-se anos e novamente o Dízimo cruzou o meu caminho e de forma definitiva dessa vez. Fui convidada para coordenar a Pastoral do Dízimo. O meu primeiro pensamento foi como posso coordenar se não conheço e não quero mexer com dinheiro da Igreja. Mas esse pensamento mesquinho me incomodou e não conseguia entender o que me deixava desconfortável.

Então resolvi não só aceitar o desafio que esse convite se apresentava para mim, mas estudar, conhecer o que de fato é o Dízimo para nossa Igreja Católica. Esse momento de lucidez me conduziu a um descortinar sobre o Dízimo. A primeira coisa que aprendi é que dízimo é doação, depois que não se “paga” - afinal não adquirimos nenhum produto ou serviço, e sim partilhamos.

Quando compreendi que dízimo é sinal de pertença à comunidade, e que como parte dessa Igreja viva que somos, temos co-responsabilidade com a manutenção da Igreja que constituímos, fiquei encantada. Compreendi finalmente que é através do Dízimo que exercitamos a pertença à comunidade, é onde demonstramos nossa gratidão por tudo que Deus nos oferece e também podemos de forma concreta ajudar na evangelização e partilha com os irmãos mais necessitados.

Sim, meus irmãos, é o nosso Dizimo partilhado de forma regular que viabiliza nossa Paróquia, que favorece ações sociais como o encontro “A Ponte” com os jovens do Colégio Bolívar Santana, e nos aproxima uns dos outros como irmãos em Cristo que vivem na comunidade Ascensão do Senhor.

Hoje sou Coordenadora da Pastoral do Dízimo e meu servir passa por testemunhar e evangelizar o que o Dízimo acrescentou à minha caminhada cristã. Nossa Igreja tem como símbolo do Dízimo um coração entre mãos ... mãos abertas que doam e partilham. O coração reflete o amor e sem esse ingrediente realmente não partilhamos, apenas damos dinheiro para Igreja.

Jesus nos pede um coração amoroso primeiro para com Ele e depois para com o próximo. E Dízimo é o exercício dos mandamentos do Senhor. Faça também você essa experiência de amor, seja dizimista regular e venha junto conosco edificar a nossa Igreja. Dê conforme seu coração e partilhe com tantos outros corações que precisam de amor, de cuidado e de Jesus, nosso Salvador.

Paz e bem

Gorete Borges

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